A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período do namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem um ao outro, de maneira imprevista, motivados por apelos para entrega recíproca e daí se desenvolve o processo da atração.
A energia sexual, como recurso da lei da atração, na perpetuidade do Universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se revestem.
Relações sexuais, no entanto, envolvem responsabilidades. Homem ou mulher, adquirindo parceiro ou parceira para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem causar dano a si mesmo, tão somente pensar em si.
Toda vez que determinada pessoa convida outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas da manutenção, da alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na delinqüência.
Tais resultados da imprudência da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.
E quando da união sexual, vier os filhos, a responsabilidade aumenta e é partilhada por ambos. As leis que regem a vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciam ao dever amparar os filhos, espíritos estes perante os quais ambos assumiram o compromisso de receber e encaminhar para vida viessem eles em que circunstâncias fossem.
Assim podemos considerar que a ligação sexual entre dois seres, envolve a obrigação de proteger a tranqüilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso é o parceiro ou parceria da experiência “ a dois, e muito comumente, os “dois” se transfiguram em outros mais, nas pessoas dos filhos e demais descendentes.
Desde a pré-história que o amor dita regras de comportamento, além de ter sido determinante para o surgimento da idéia da família. Durante muito tempo a moral da sociedade determinada que o sexo só poderia acontecer para fins reprodutivos e de preferência, depois do casamento, mas nos últimos anos a sexualidade passou a ser vista de outra forma e o assunto é tratado com mais naturalidade, com mais abertura. Se fala até em liberdade sexual, liberdade na escolha de parceiros, mas temos que ter cuidado para esta liberdade não ser confundia com libertinagem, vulgaridade.
Toda liberdade requer responsabilidade, mas na contramão disso tudo, há quem esteja buscando segurança afetiva, e conseqüentemente, sexual.
Segunda dados do IBGE, o número de casamentos tem aumentado a cada ano no Brasil. Isto mostra que o mito do amor romântico tem resistido aos apelos da liberdade sexual.
Segundo as leis que regem a vida, somos responsáveis pelo que fazemos a nós e aos outros. Devemos colaborar com a harmonia do universo. Sexo é espírito e vida a serviço da felicidade e dessa harmonia. Portanto reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Sexo é energia, por isso mesmo precisamos e devemos saber o que fazemos com esta energia e principalmente como, com quem e para que nos utilizamos de semelhantes recursos, entendendo que todo os compromissos na vida sexual, estão igualmente subordinados a leis de Causa e Efeito, e segundo esse princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.
Sandra Furtado
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